4 de abr. de 2010
IV Seminário Internacional de Lutas contra o Neoliberlismo. Entrevista com o professor José Paulo Netto da UFRJ.
Método em Marx Por José Paulo Neto
Diversidade, como andam nossas reflexões Manual de Comunicação LGBT
Precarização e estratégias de enfrentamento

Na busca de informações relevantes, trago ao conhecimento de todos, o debate sobre a precarização profissional do Serviço Social, este debate é de suma importancia, pois para que se consiga que o código de etica seja efetivado precisamos de um aprofundamento no processo de formação profissional, assim logo vemos que incentivados pela estratégia do capital, os cursos à distancia não contribuem de fato para que o objetivo do comprometimento profissional seja efetivado.
O serviço social que desejamos e precisamos é aquele cuja formação deve ser imbuida de conhecimentos tecnicos e teoricos que possibilitem a construção de cidadania, efetivação e ampliação de direitos, e não é dificil prever os prejuizos advindos desta politica equivocada de abertura de cursos, sobretudo à distancia, é a desqualificação, despolitização profissional, e esse procesos vem a calhar no colo de todos aqueles que desejam e lutam por uma profissionalização do serviço social, desta forma espero contribuir para reflexão de todos e todas, para que se engajem no debate e se manifestem se organizem para que sejam tomadas providencias, pois o serviço social brasileiro que lutou tanto até conseguirmos este estágio, não retroceda atendendo os interesses voláteis do capital.
Sem mais vejam o texto abaixo retirado do CRESSPR.ORG.BR
Publicado em 3/07/2009 | Artigos http://www.cresspr.org.br/artigos/formacao-e-exercicio-profissional-precarizacao-e-estrategias-de-enfrentamento/
Formação e Exercício Profissional: precarização e estratégias de enfrentamento.
Por Jucimeri Isolda Silveira – Presidente CRESS PR 11 Região
A construção hegemônica dos princípios e compromissos ético-político do serviço social brasileiro é reveladora de uma densa produção teórica, expressão da organização, sobretudo, dos programas de pós-graduação e das diretrizes curriculares para a graduação, com interlocução e incidência de referências teórico-metodológicas que nos habilitaram à produção significativa de conhecimentos, privilegiando a análise histórico-crítica sobre as contradições da sociedade, as relações de classe, a configuração do Estado e das políticas sociais, na perspectiva não só da consolidação de direitos constitucionalizados, mas da saturação ideo-política da realidade na direção da emancipação humana. Portanto, como bem sabemos, a formação é parte constitutiva e basilar do projeto profissional.
Uma outra dimensão que dá materialidade ao projeto é a aliança política e programática das entidades legítimas da categoria: CFESS/CRESS (defesa e fiscalização do exercício profissional); ABEPSS (ensino profissional); e ENESSO (movimento estudantil). Entidades que construíram um movimento político que contribuiu para a organização de uma nova cultura profissional. Esta, vincula exercício profissional com a construção e gestão do acesso aos direitos. Uma construção que, neste sentido, nos legitimou como intervenção qualificada para a análise e resposta técnico-política às necessidades humanas, considerando as determinações da questão social.
Nossa trajetória, até então, é prova inequívoca da luta da categoria no campo democrático-popular, da atuação político-profissional protagônica e estratégica na hegemonização dos espaços sócio-institucionais. Nosso acúmulo teórico-político, com interlocução profícua com as Ciências Sociais e com a organização política, nos posicionou como profissão interventiva no âmbito das políticas sociais, no chão da história social, pela identificação das complexas medicações políticas e econômicas e das potencialidades de interferência concreta nos processos, considerando determinações, relações de força e poder, contradições.
O pluralismo construído com direção tem como eixo o pensamento crítico em Marx e o marxismo, para a convergência dos conteúdos, dinamização política, produção de conhecimentos. Avançamos muito da reflexão sobre trabalho, questão social e políticas sociais.
As investidas conservadoras na formação, mediadas pela mercantilização do ensino, o que resulta em flexibilização dos currículos e desterritorialização do ensino, para acompanhar as metas dos organismos financeiros internacionais e o movimento de reorganização espacial do trabalho, resultam em aligeiramento do ensino, superficialidade e dicotomização entre ensino, pesquisa e extensão.
O processo de precarização da formação, sob a égide do capital, traz rebatimentos no exercício profissional dos assistentes sociais, sobretudo no perfil da categoria que antecipadamente já sinaliza pragmatismo, desqualificação e despolitização. Na presente conjuntura, colocam-se em evidência as ameaças à hegemonia do projeto ético-político-profissional, e um contexto de restrição dos direitos e das políticas públicas, tendo em vista as necessidades humanas, requisitando dois movimentos que se relacionam: primeiro o fortalecimento das estratégias de resistência, no campo das alianças programáticas com os movimentos de resistência ao capital, que transcendem o foco de atuação profissional, por meio da reafirmação de princípios traduzidos nos compromissos com as a luta coletiva da classe trabalhadora; e segundo a construção de estratégias consistentes no âmbito da legitimidade do conjunto do conjunto CFESS/CRESS, na defesa, regulamentação e fiscalização do exercício profissional, que produzam impactos políticos e regulátorios de defesa e valorização da profissão e qualifiquem o exercício profissional.
A precarização possui, portanto, contornos e impactos nas relações e condições de trabalho, e na formação profissional. O enfrentamento das ameaças ao projeto ético-político-porfissional deve localizar a profissão como central, na contra-tendência da desregulamentação. Estamos antecipando a criação de uma nova profissão dadas às condições materiais de efetivação do projeto profissional.
Neste sentido, é um enfrentamento que exige a reafirmação do projeto, dos avanços e prerrogativas profissionais. As estratégicas devem combinar direção política e regulatória. O que divide o serviço social no mesmo campo (o que nos enfraquece) é a divergência quanto a possibilidade de produzirmos novos mecanismos normativo-jurídicos em defesa da profissão.
retirado na integra de : http://www.cresspr.org.br/artigos/formacao-e-exercicio-profissional-precarizacao-e-estrategias-de-enfrentamento/
Olá estou voltando a ativa
11 de abr. de 2009
Documentário: A adoção consciente
Fonte: www.amb.com.brApoio:Brasil Contra a Pedofiliahttp://brasilcontraapedofilia.wordpress.com/
26 de mar. de 2009
Notícias do Serviço Social no Brasil
Entidades e Movimentos Sociais vão à Audiência Pública na Câmara dos Deputados
Uma Audiência Pública sobre o impacto da Proposta de Reforma Tributária (PEC 233/2008) na Seguridade Social será realizada no dia 31 de março, na Câmara dos Deputados.
Entre os convidados estão representantes do Movimento em Defesa dos Direitos Sociais Ameaçados pela Reforma Tributária. O debate vai abordar as graves conseqüências que o fim das contribuições sociais, previsto na PEC 233/2008, causaria a aposentados, trabalhadores e toda a população.
Cerca de R$ 235 bilhões deixariam de ser arrecadados para a área social, porque a seguridade perderia as fontes vinculadas e de uso exclusivo, recebendo apenas uma fração da arrecadação dos impostos públicos.
O Movimento em Defesa dos Direitos Sociais já ganhou a adesão de mais de 80 entidades em todo o Brasil. O CFESS faz parte da Comissão Executiva, representado pela conselheira Rosa Stein, e participou da entrega do Manifesto em Defesa dos Direitos Sociais ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, no dia 4 de março.
Leia mais sobre o assunto
Além disso, o Movimento vem cumprindo uma agenda de muitas reuniões com parlamentares e promovendo uma grande mobilização na sociedade. Estão sendo organizadas manifestações públicas, e todas as entidades vão cobrar de deputados e senadores de seus Estados (enviando emails e telegramas) uma postura em favor dos direitos sociais. O CFESS é a favor de uma Reforma Tributária com Justiça Social.
A Audiência Pública é organizada pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. Será realizada no Anexo II da Câmara, Plenário 7, às 9h30 do dia 31 de março, e é aberta a toda população.
Conheça o Manifesto
Conheça a PEC 233/08
Conheça a página eletrônica do Movimento
Leia a Carta aos Parceiros do Movimento
Leia outras matérias sobre o assunto
Veja abaixo as informações sobre a Audiência Pública
COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA
Plenário 07 - Anexo II da Câmara dos Deputados
Data: 31/03/2009
Horário: 09h30
REUNIÃO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA
Requerimentos 243/09 e 244/09 dos Deputados Saraiva Felipe e Rita Camata
TEMA
"Debater o impacto da Proposta de Reforma Tributária (PEC 233/08) sobre a Seguridade Social".
CONVIDADOS
EVILÁSIO SALVADOR
Assessor de Política Fiscal e Orçamentária do INESC – Instituto de Estudos SócioEconômicos
ASSUNTA DI DEA BERGAMASCO
Presidente da ANFIP – Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal
DANIEL SEIDL
Membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB – Confederação Nacional dos Bispos do Brasil
OSMAR TERRA
Presidente do CONASS – Conselho Nacional de Secretários de Saúde
MEIRE LÚCIA MONTEIRO
Presidente da Associação Nacional dos Procuradores Federais da Previdência Social - ANPPREV
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Créditos
Bruno Costa e Silva - Assessor de Comunicação/CFESS